quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O NOVO SURFISTA

“Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.”

O novo surfista

A passos largos, os surfistas parecem largar o “baseado” e a bermuda e aderir a uma vida profissional cheia de gravatas e uma vida cultural eclética e heterogênea. Evidentemente tal afirmação é uma figura de linguagem, mas representa bem o êxodo cultural dos amantes d’água ocorrido através das décadas e que se configura atualmente em uma valiosa informação a quem deseja comunicar-se com tal público.
Não é nenhuma surpresa a queda nas vendas de moda casual das surf shops; hoje existe um novo surfista. Não o do cabelo parafinado e do reggae pulsando na caminhoneta lotada de pranchas, mas o que parece esteticamente tudo, menos um surfista.
O novo surfista pode ser um pai de família que pega sua perua esportiva de luxo nos finais de semana e, enquanto ouve um disco de rock, prepara-se para dois dias intensos sobre a prancha. Pode ser um jovem rapaz que está atento às tendências de arte e estilo, um publicitário interessado em caipirinhas ou um sambista que apenas aprecia o esporte e nunca ouviu falar em Robert Nesta Marley, o Bob.
O estilo do surfista noventista já não dita mais tendências e tentar puxar este consumidor por tais costumes é como pescar cardume com linha. E nós sabemos: surfista não é lá muito fã dos pescadores...
Além disso, uma nova prática para pegar onda informalmente chamada de internet começou a obrigar as marcas a observarem que os surfistas marítimos são, também, surfistas cibernéticos e, como todos os internautas, absorvem tendências instantâneas e são sedentos por novidade. O ontem é uma onda que já quebrou para quem está no mar ou na rede e, antes de ser um surfista, o individuo é pai, ouvinte, plateia, internauta, eclético e não emplasta as bochechas de filtro solar, como nos bons e velhos tempos.
Assim como nem todas as crianças jogam bilboquê, nem todos os ratos de praia gostam de açaí com banana e muita granola.
O novo surfista é qualquer um.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PALCO DA VIDA

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer "eu te amo". É ter humildade da receptividade.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz... E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
Pedras no caminho? Guardo todas... Um dia vou construir um castelo!

Fernando Pessoa

fonte: http://bobbahlis.blogspot.com/